No dia 8 de março, votaremos a iniciativa do Fundo Climático. A ideia por trás dela é clara: a Suíça deve investir anualmente entre 4 e 8 mil milhões de francos suíços especificamente na proteção climática. Esse dinheiro será direcionado diretamente para projetos na Suíça, com o objetivo de tornar o nosso abastecimento energético seguro e moderno.
O objetivo já está estabelecido na lei: até 2050, a Suíça deve tornar-se climaticamente neutra. É uma tarefa difícil, mas que oferece a todos nós uma grande oportunidade. Uma boa política climática fortalece a economia local e cria muitos novos empregos em setores com futuro. Como os subsídios atuais não são suficientes, precisamos desse fundo para realizar a transição de forma rápida e na escala adequada.
É importante compreender que adiar decisões acaba por sair muito mais caro do que agir rapidamente. Os danos provocados pela crise climática já nos custam muito dinheiro nos dias de hoje. As gerações anteriores lançaram as bases da prosperidade da Suíça com os caminhos‑de‑ferro e as centrais hidroelétricas. Hoje, cabe‑nos continuar esta história, expandindo de forma massiva a energia solar e eólica, substituindo os antigos sistemas de aquecimento a óleo e modernizando a indústria.
Algo particularmente importante para todos nós: a iniciativa prevê uma grande ofensiva na área da educação. Precisamos de muitos novos profissionais qualificados para construir e manter estas infraestruturas. Por isso, o fundo deve também financiar a formação e a educação contínua, e até contribuir para os custos de vida durante o período de formação. Isto garante que a coesão social se mantenha e que ninguém fique para trás.
Um exemplo recente da economia mostra que há dinheiro suficiente para esses investimentos: grandes empresas suíças anunciaram à administração Trump, no âmbito do «acordo alfandegário», que investirão cerca de 160 mil milhões de francos nos EUA nos próximos anos. Com exatamente a mesma quantia, seria possível financiar o Fundo Climático Suíço por até 40 anos. Portanto, é uma questão de decidir onde investir o dinheiro. Com um sim ao fundo climático, investimos na nossa própria infraestrutura, em renovações e na educação. Garantimos bons empregos e um ambiente habitável para nós e para os nossos filhos.
Por isso, no dia 8 de março, vamos votar com um forte sim sindical à iniciativa do fundo climático.