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Prevenção de acidentes de trabalho na Suíça

A Embaixada de Portugal e a rede consular na Suíça acompanham com especial atenção a questão dos acidentes de trabalho que afetam os cidadãos…

 

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Editorial

Punir a pobreza é roubar o futuro das nossas crianças

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Estou profundamente desiludido e indignado. Pouco antes do Natal, a maioria de direita no Conselho Nacional enviou um sinal de uma frieza difícil de aceitar: na Suíça, a pobreza continuará a ser punida — de forma seletiva e implacável, sobretudo contra quem não possui passaporte suíço.

A rejeição da iniciativa «A pobreza não é um crime» revela uma ignorância chocante. Há muito que estudos demonstram aquilo que o Parlamento burguês insiste conscientemente em ignorar: por medo de perder o direito de residência, cada vez mais pessoas renunciam à ajuda social a que têm direito. Quem mais sofre com esta realidade são, acima de tudo, as crianças. São privadas de perspetivas e empurradas para um ciclo de pobreza que não criaram. Para um Parlamento dominado por forças conservadoras, isso parece não importar — como se o destino destas crianças valesse menos do que o de outras.

É preciso dizê-lo claramente: as pessoas pobres não são culpadas pela pobreza. A culpa é de um sistema económico que não garante salários suficientes para viver e que explora sistematicamente quem trabalha. Quando o salário não chega para assegurar uma vida digna, não se trata de um fracasso individual, mas sim do resultado de um sistema que coloca o lucro acima da dignidade humana.

Quem trabalha aqui há décadas, paga impostos e faz parte da nossa sociedade deve poder recorrer à ajuda social em situações de necessidade, sem receio de ser punido com a retirada do direito de residência.

Este clima de medo torna as pessoas mais vulneráveis à exploração por parte de empregadores que pressionam para baixar salários — e isso prejudica toda a sociedade. Mas a indignação, por si só, não chega. Temos de continuar a lutar. Temos de continuar a informar as pessoas sobre os seus direitos, a construir alianças e a reforçar a pressão política. Como sindicato Unia, estamos próximos da realidade vivida pelas pessoas e não desistiremos até que a segurança social seja um direito garantido para todas e todos — independentemente do passaporte.

Hilmi Gashi
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