Internacional
Política
Não a uma nova Guerra do Golfo!

O Unia exige um cessar-fogo imediato e a proteção da população civil

- Hilmi Gashi (übernommen)

O sindicato Unia manifesta a sua profunda preocupação com os ataques maciços dos EUA e de Israel contra o Irão, que violam o direito internacional. Face aos devastadores ataques aéreos e às retaliações iranianas em toda a região do Golfo, o maior sindicato da Suíça apela a uma desescalada imediata. A guerra nunca deve ser um meio político – quem acaba por sofrer as consequências é, como sempre, a população trabalhadora e a sociedade civil.

 

 

O ataque militar dos EUA e de Israel ao Irão e a escalada de tensões em toda a região do Golfo não só ameaçam a vida e a segurança de milhões de pessoas, como também minam os pilares fundamentais do direito internacional. O Unia junta-se ao movimento sindical internacional e apela aos governos de todos os países para que defendam o direito internacional e se empenhem na resolução pacífica do conflito.
 

 

“Acabem com a violência contra a população civil”

Os relatos de ataques a infraestruturas civis, como uma escola na província de Hormozgan, são chocantes. É inaceitável que escolas, hospitais, hotéis e edifícios residenciais sejam alvos de ataques. O Unia apela a todas as partes em conflito para que respeitem rigorosamente as Convenções de Genebra.

Solidariedade com o movimento operário iraniano

O Unia manifesta a sua solidariedade para com os sindicatos independentes e todas as pessoas no Irão que, há anos, lutam corajosamente pela liberdade, pelos direitos das mulheres e pela justiça social. Condenamos a brutal repressão interna levada a cabo pelo regime ditatorial dos mulás, bem como a invasão militar pelos EUA e por Israel, que ameaça enterrar estes esforços da sociedade civil sob as ruínas. O povo iraniano deve ter o direito de decidir sobre o seu próprio futuro, livre de agressões externas e de opressão interna.

 

As reivindicações do Unia:

  • Respeito pelo direito internacional: A Suíça deve empenhar‑se pelo respeito do direito internacional e pela promoção do multilateralismo, do diálogo e da paz. Esta é a condição fundamental para a solidariedade e a justiça social.
  • Cessar‑fogo imediato: A Suíça deve utilizar os seus bons ofícios para levar todas as partes — em particular os EUA, Israel e o Irão — de volta à mesa das negociações.
  • Corredor humanitário e proteção da população civil: O acesso sem obstáculos a ajuda médica e a bens essenciais nas zonas afetadas deve ser garantido. A Suíça deve dar prioridade máxima à proteção e ao apoio à população civil e às pessoas que fogem da guerra.
  • Não exportar armas para Estados envolvidos em guerras: Face à guerra de agressão ilegal dos EUA e de Israel contra o Irão, as exportações de material de guerra suíço para os EUA e para Israel devem ser suspensas, e a utilização militar do espaço aéreo suíço por Estados beligerantes deve ser proibida.
  • Apoio à sociedade civil iraniana: A Suíça deve apoiar o movimento por um Irão livre e democrático, condenar a repressão assassina do regime e defender as vítimas dessa violência.

A paz é o pressuposto fundamental para um trabalho digno e para a segurança social. A comunidade internacional não pode permanecer de braços cruzados enquanto o direito internacional é violado e o Médio Oriente é arrastado para um conflito incontrolável.