Nas eleições presidenciais de 8 de fevereiro de 2026, António José Seguro (PS) venceu a segunda volta com 66,8 % dos votos, derrotando André Ventura (Chega), que obteve 33,2 %.
Esta eleição foi histórica: foi a primeira segunda volta em cerca de 40 anos — desde 1986 — apesar do clima adverso e das fortes intempéries que afetaram várias regiões. O resultado demonstra um compromisso firme dos portugueses com a democracia, e uma rejeição significativa do discurso populista e anti‑institucional que marcou parte da campanha do Chega.
A vitória reafirma os valores democráticos e constitucionais que moldaram Portugal após décadas de autoritarismo, incluindo o Estado Novo. Ao mesmo tempo, 71,85 % da comunidade portuguesa na Suíça — muitos dos nossos membros — votou em Ventura, revelando uma contradição: a diáspora apoia o populismo, mas quer melhores condições de vida e proteção social no país que os acolhe.
Seguro chega à Presidência com a promessa de diálogo e estabilidade. Embora representativo, o seu cargo permite vetar leis ou dissolver o Parlamento, consolidando-o como defensor da Constituição e dos direitos sociais.
Esta eleição envia uma mensagem clara: em Portugal, a democracia continua a vencer. Mas a diáspora portuguesa precisa de ser lembrada de que lutar por direitos e solidariedade é a base para exigir justiça e qualidade de vida, seja em Portugal, seja no país que os acolhe.
Os sindicatos têm agora o desafio e a oportunidade de fortalecer a consciência política e social entre os trabalhadores portugueses no estrangeiro.